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Autoestima: como anda a sua?

publicado: 17/05/2021 10h28, última modificação: 17/05/2021 10h28

Você sabia que a autoestima não é pré-determinada ou inata? A autoestima é um sentimento que construímos ao longo da nossa vida e que formamos a partir de aspectos positivos e/ou negativos. Está, portanto, relacionada à maneira como fomos aceitos e tratados por nossos pais, cuidadores e familiares, e também pelo exemplo de autoestima que vimos neles. Quando, por exemplo, a cada conquista que alcançamos, somos aceitos, validados e reconhecidos por pessoas que são referências em nossas vidas, como os professores na vida de estudantes, a nossa autoestima tende a se elevar.

 Em contrapartida, a falta ou baixa autoestima, muitas vezes, está associada à insatisfação que estabelecemos com a nossa própria vida. É resultado da falta de reconhecimento e tratamento hostilizado que recebemos das pessoas ao nosso redor. Tendemos com isso a desenvolvermos sensação de não-pertencimento, de desvalorização, de inutilidade e de fracasso, e passamos a valorizar a opinião que os outros desenvolvem a nosso respeito. Somos tomados por um excesso de preocupação com tudo o que fazemos, dando espaço para que se manifestem sentimentos de: insegurança, dependência, raiva, inveja, inferioridade, incapacidade, rejeição e abandono.

É importante entendermos que a nossa autoestima refletirá nas nossas atitudes diárias, além de influenciar em muitas das nossas escolhas ao longo da vida. De acordo com a psicanálise freudiana, ela está diretamente relacionada ao desenvolvimento do nosso ego (eu), uma estima que temos de nós mesmos. Assim, quando ela está elevada, temos energia e flexibilidade para efetuarmos as mudanças que precisam acontecer na nossa vida.

A autoestima é flexível e mutável, por isso, se não estivermos satisfeitos com ela, temos a possibilidade de, a qualquer momento, fazermos as mudanças que achamos necessárias. Algumas atitudes que nos auxiliam nas mudanças: procure não ficar remoendo críticas, não se comparar com outras pessoas, pois ninguém é igual a ninguém, cada pessoa é um ser único. Evite conviver com pessoas que vivem apontando seus defeitos e te colocando para baixo. Procure conviver e ficar próximo daquelas que te fazem bem e que mereçam o seu amor e a sua amizade. Sempre que possível, busque concentrar nos seus pontos fortes. Lembre-se todo mundo têm pontos fortes! Quando focamos nos pontos mais positivos, a percepção sobre a mesma situação tenderá a mudar para melhor. Quando sentimos bem com nós mesmos as relações com as outras pessoas também mudam e, isso repercutirá em nosso bem-estar físico e mental.

 Autora: Rosalva Martins