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IFMG Itabirito promove ações de enfrentamento à violência contra a mulher
No dia 10 de agosto, o IFMG Campus Itabirito promoveu o Dia Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, reunindo estudantes, professores, servidores, convidados e projetos institucionais em uma programação de conscientização, informação, reflexão e diálogo. Ao longo dos períodos da manhã, tarde e noite, palestras, oficinas, apresentações artísticas, rodas de conversa, exposições e ações estudantis abordaram diferentes formas de violência contra as mulheres e estratégias de prevenção e enfrentamento.
Durante o dia, foram realizadas atividades sobre masculinidades, microagressões, violência digital e a chamada machosfera, além de discussões sobre a realidade da violência de gênero no Brasil e apresentação teatral dos/das estudantes do campus. A arte teve papel central no evento, com ações do projeto Troco na Troca, como “Marcas que Transformam” e “Código Lilás – além das marcas”, e a atividade “Música e denúncia: homenagem à Elza Soares”. Também foram abordadas as experiências de mulheres latino-americanas e suas lutas por direitos e resistência.
A temática ocupou ainda os espaços de circulação do campus, com uma exposição sobre a situação das mulheres afegãs, composta por fotografias, informações, mensagens dos participantes, instalação artística, vídeo e frases que convidavam à reflexão sobre restrições, violências e violações de direitos.
O Coletivo de Mulheres do IFMG e o projeto Maria da Penha vai às Escolas, do Campus Conselheiro Lafaiete participaram da programação, fortalecendo o intercâmbio entre os campi. Também foram realizadas atividades sobre violência invisível, relações entre gênero, raça e violência, com participação do projeto Cientistas Negras e do NEABI, além de cine-debate sobre Bom Dia, Verônica e da atividade “Além da Agressão: As Diversas Faces da Violência”, desenvolvida pelo Grêmio.
Um dos principais destaques do evento foi o protagonismo estudantil. Os estudantes participaram não apenas como público, mas também na criação de apresentações, pesquisas, atividades e discussões, utilizando diferentes linguagens para compartilhar conhecimentos e provocar reflexões. Ao reunir teatro, música, artes visuais, audiovisual, instalações, oficinas, palestras e rodas de conversa, o evento reafirmou que o enfrentamento à violência contra as mulheres exige diferentes olhares e a participação de toda a sociedade. A iniciativa também reforçou o papel da escola como espaço de formação, diálogo e construção coletiva, capaz de transformar conhecimento em reflexão, conscientização e atitude.
