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Ex-aluna do Campus Ouro Preto está entre os 55 participantes com nota máxima na redação do Enem

publicado: 24/01/2019 11h07, última modificação: 20/03/2024 08h26

Foto: Pedro Ferreira
(Foto: Pedro Ferreira)

A ex-aluna do Campus Ouro Preto, Laura Elisa Araújo Viana, está entre os participantes que registraram desempenho máximo na redação da última edição do Enem. Segundo dados divulgados na última sexta-feira, 18, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apenas 55 candidatos tiraram nota mil, de um total de 4,1 milhões de redações corrigidas.

A jovem marianense de 18 anos, que se formou no ano passado, é egressa do curso técnico integrado em Administração. Ela conta que foram os pais que olharam sua pontuação, pois estava muito nervosa. “Assim que me contaram, não acreditei. Esperava um bom resultado, mas a nota mil foi uma realização que eu nunca imaginei. Fico muito feliz de estar nesse grupo e de poder representar o ensino público federal”, conta Laura, que pretende fazer Medicina na UFMG ou na Ufop e aguarda o resultado do Sisu.

Ela também se orgulha do fato de 42 dos 55 participantes com nota máxima na redação serem mulheres. “É algo que me emociona muito e mostra que nós temos ocupado com excelência o nosso merecido espaço na educação. Esse desempenho também evidencia o quanto a luta das mulheres por igualdade é relevante para a sociedade, pois ela nos permite e motiva a buscar nosso lugar e nossos sonhos”.

Oportunidades

Laura é um exemplo do leque de oportunidades que o ensino público federal e de qualidade pode oferecer. “Estudar no IFMG foi decisivo para alcançar esse resultado. Primeiro porque convivi com professores maravilhosos, que ofereceram a mim todas as ferramentas necessárias para desenvolver minhas habilidades. Segundo, pois o Instituto é uma prévia do que são as universidades públicas, tanto pela diversidade de cursos e pela riqueza da estrutura quanto pelas oportunidades que nos são oferecidas”, afirma a ex-aluna, que durante o ensino médio desenvolveu um trabalho de pesquisa no campo linguístico com a professora Elke Pena. “Melhorei muito minha escrita, minha oratória e percebi que a pesquisa científica fará parte de toda a minha vida acadêmica”. Laura também foi monitora de Língua Portuguesa, sob orientação da professora Priscila Brasil, auxiliando alunos em suas redações. “Agradeço imensamente a Coordenadoria da Área de Língua Portuguesa (Codalip), por tanto me inspirar e por me acolher como uma família. De forma geral, o IFMG nos ajuda a definir o nosso futuro”.

Para Elke Pena, a nota foi merecida. “Ela é muito disciplinada, dedicada, gosta de literatura e participava muito das aulas. No segundo ano ela se interessou em participar do projeto de iniciação científica e me procurou. Foi uma experiência maravilhosa. Ela é metódica, o que é muito importante em pesquisa. Fazia leituras complexas, trabalhava com textos muito acadêmicos e era impressionante como tomava aquilo como um desafio, fichando, escrevendo e fazendo análises. O projeto trabalhava com o jornal A Sirene, que é produzido com os moradores atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Então havia uma questão política e social com que a Laura também se identificava”, explica a professora.

Segundo Pena, o resultado da ex-aluna mostra que o trabalho desenvolvido nos últimos anos caminha no sentido certo. “A redação do Enem não é uma preocupação específica da Área, mas sim a produção de textos de vários gêneros. Temos tentado trabalhar os conteúdos fazendo um ‘link’ com o aspecto crítico do aluno. Essa consciência social e política para que o estudante possa ter autonomia, para nós, é muito cara, já que não vamos conseguir resolver tudo em sala de aula. É um trabalho em conjunto da Área e os resultados talvez apareçam mais para frente, mas o que já temos recebido de retorno é muito bom. Estamos felizes com o resultado da Laura e também vimos percebendo um melhor desempenho dos alunos na redação do Enem, com notas acima de 700, algumas chegando a 900”, destaca a professora.

Preparação e trajetória

O gosto pela escrita vem desde cedo. A mãe de Laura, professora, formada em Letras, a inspirou e a incentivou a ler e a escrever desde criança. Um desses incentivos foi participar da Academia Marianense Infantojuvenil de Letras, período durante o qual a jovem teve a oportunidade de desenvolver a escrita e de conhecer diversos gêneros textuais.

Para a prova, ela intensificou o estudo de História, Sociologia, Filosofia e Literatura, além de acompanhar as atualidades, para completar o repertório sociocultural que já possuía. “Escrevi muitas redações, explorei vários temas e aprendi com todos os meus erros. Especificamente nessa última etapa de preparação para a redação do Enem, quem guiou os meus passou foi o professor Marco Tukoff, em Mariana”, conta.

Destaque nas Olimpíadas de 2016

Durante seus estudos no IFMG, Laura participou de concurso promovido pelo Ministério da Educação, em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação, e foi escolhida para ser uma das condutoras da Tocha Olímpica na cidade de Ouro Preto. A seleção envolveu alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio nos municípios por onde passou a Chama Olímpica.

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(Foto: Luiz Lopes)

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(Texto: Comunicação / Campus Ouro Preto)