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Rede Federal: 110 anos acompanhando as mudanças de seu tempo

Uma história que ultrapassa um século com várias nomenclaturas, marcos legais e objetivos pedagógicos, mas que mantém foco na formação qualificada para o trabalho, a inclusão social e no desenvolvimento humano
publicado: 18/09/2019 12h35, última modificação: 20/09/2019 12h02

Desde a criação das antigas Escolas de Aprendizes Artífices pelo presidente Nilo Peçanha, em setembro de 1909, a educação profissional e tecnológica vem transformando vidas Brasil afora e em ritmo cada vez mais intenso: as 19 escolas originais foram o embrião para os atuais 643 campi em 38 Institutos Federais, que atendem a mais de 1 milhão de estudantes e possuem cerca de 80 mil servidores, segundo dados do Conif.

Não há dúvidas da importância da atuação dessa rede na transformação do  Brasil de 1909, pós-escravocrata e recém-republicano. Na época, mais de dois terços da população, então com 2,3 milhões de pessoas segundo o IBGE, era analfabeta. Apenas 3% das pessoas tinha acesso à educação formal e uma mínima parte, 0,1%, à educação profissional. A industrialização engatinhava e formar trabalhadores qualificados era urgente.

No Brasil industrializado de hoje, com mais de 200 milhões de habitantes, os analfabetos ainda equivalem a 6,8% da população, quadro que vem sendo revertido com a implementação de políticas públicas, como a expansão e o fortalecimento da Rede Federal.

O IFMG Campus Avançado Ipatinga
Criado pela Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008, o IFMG foi inicialmente formado pela incorporação da Escola Agrotécnica Federal de São João Evangelista, dos Cefets de Ouro Preto e Bambuí e das Uneds de Formiga e Congonhas. Hoje, são 18 campi no Estado: Bambuí, Betim, Congonhas, Formiga, Governador Valadares, Ibirité, Ouro Branco, Ouro Preto, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia e São João Evangelista. Além desses, há os campi avançados de Arcos, Conselheiro Lafaiete, Ipatinga, Piumhi, Itabirito, Ponte Nova e o Polo de Inovação em Formiga, credenciado pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) em 2015.

São disponibilizados mais de 70 cursos, divididos entre as modalidades de Formação Inicial e Continuada (FIC), Ensino Técnico (integrado ao Ensino Médio, concomitante, subsequente e Educação de Jovens e Adultos), Ensino Superior (Bacharelado, Licenciatura e Tecnologia), Pós-Graduação Lato Sensu e Stricto Sensu. Hoje, o IFMG possui aproximadamente 10 mil alunos matriculados nas unidades distribuídas em Minas Gerais.

Com a criação dos 38 Institutos Federais no país, metade das vagas são destinadas para os cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, para dar ao jovem uma possibilidade de formação já nessa etapa de ensino. Na educação superior, há destaque para os cursos de engenharia e bacharelados tecnológicos (30% das vagas). Outros 20% estão reservados para licenciaturas em ciências da natureza.

Além do IFMG, outros quatro Institutos Federais e um Cefet compõem a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica em Minas.

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