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Campus Valadares distribui mudas de plantas medicinais à comunidade

publicado: 21/12/2018 08h43, última modificação: 21/12/2018 08h46

Mirra, camomila, alecrim, tomilho, arruda, hortelã, saião, menta, capim-cidreira, boldo, babosa... o que essas plantas têm em comum? Importantes propriedades terapêuticas! Com o objetivo de disseminar o conhecimento sobre plantas medicinais e manter viva essa tradição milenar, foi realizada a distribuição gratuita de mudas de diversas espécies para a comunidade.

A ação ocorreu na manhã do dia 13 de dezembro, na Praça dos Pioneiros, região central da cidade. Os beneficiários também receberam um folder contendo informações como o nome científico e popular da planta, função medicinal, modo de preparo e cuidados para evitar intoxicação.

Outras fotos no Flickr do campus

Em menos de uma hora, 120 mudas foram levadas por pessoas que passavam em frente ao local e também por quem estava do outro lado da avenida. Esse foi o caso do camelô Adriano Ferreira que aprendeu a importância da fitoterapia com sua mãe, que tem 75 anos e mora na zona rural.

Minha mãe, eu e todo mundo lá em casa só gosta de tomar ‘remédio do mato’, os de farmácia a gente evita ao máximo. Sempre que vou a casa dela, em Alpercata, trago uns bem bão. Tem mertiolate natural feito no álcool, remédio pra dor de dente, compressa pra ferida na perna... ela tem de tudo lá. Se quiser trago uma garrafada pra você”, concluiu a entrevista com a gentil oferta. 

O camelô levou duas mudas, uma de mirra para presentear sua mãe e outra de manjericão para uma amiga da loja em frente à sua banca que não pôde sair do trabalho.

Munira AlabiApesar da pressa para dar conta dos afazeres diários, Munira Alabi não resistiu e também deu uma paradinha na banca do campus. “Achei muito boa! Estou levando pra casa penicilina - que estava atrás de muda já há algum tempo e nunca que encontrava -, o orégano, que não conhecia plantado, só desidratado, e uma terceira de bálsamo. Hoje em dia a gente tem a facilidade de ir à farmácia, mas nada melhor que o natural, não é mesmo?”.

Esforço pela preservação

A atividade foi realizada por meio do estágio profissional da administradora Deise Caldas, servidora do campus, que cursa o Mestrado em Educação Agrícola da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), ofertado em parceria com o IFMG - São João Evangelista. A docente Allynne Avylla Alves, da área de biologia/meio ambiente do IFMG-GV, é co-orientadora da pesquisa.

Após fazer o balanço da feira de mudas, Deise ressalta a importância de ações como essa para perpetuação do conhecimento e prática da fitoterapia, em especial, entre a população jovem. “Percebemos com esse trabalho que ainda são as pessoas mais ‘vividas’ que se interessam pelo cultivo e uso caseiro das plantas medicinais. E essa constatação nos preocupa, pois se não resgatarmos esse conhecimento e, especialmente, despertamos o interesse nos mais jovens, essas informações e usos podem se perder com o tempo”.

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