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Professor e alunos do Campus Ouro Preto restauram imóvel de valor histórico na cidade

Ato voluntário deu novas cores à residência, localizada no bairro Cabeças. Trabalho dos alunos foi tema de matéria de emissora local
publicado: 27/09/2019 16h21, última modificação: 27/09/2019 16h43
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Estudantes já realizam ações de restauro no imóvel desde 2018

Aliar técnica, prática e trabalho social: com esse propósito, alunos e professor do curso superior de Tecnologia em Conservação e Restauro do Campus Ouro Preto uniram forças para contribuir com a preservação do patrimônio histórico do município, levando mais segurança e qualidade de vida aos moradores.

Um exemplo recente é a série de intervenções realizadas em uma casa do bairro Cabeças, desde outubro de 2018. A iniciativa é do engenheiro e professor do curso de Tecnologia em Conservação e Restauro, Ney Nolasco, que coleciona diversos trabalhos voluntários desde que ingressou no Instituto, no final da década de 1980.

Nolasco explica que há dez anos é desenvolvido no Campus  o projeto de Extensão "Oficina de Restauro Público", iniciativa que consiste em elaborar dossiês de restauro de edificações de valor cultural em estado de deterioração, sob a responsabilidade de população de menor poder aquisitivo ou pertencente a associações comunitárias. A partir de uma seleção ou atendendo às demandas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, elabora-se o documento. Finalmente, a equipe do projeto auxilia os moradores nas etapas de aprovação desta proposta de intervenção junto aos órgãos competentes.

“Muitas pessoas acabam fazendo intervenções sem qualquer orientação e que descaracterizam as edificações, daí a importância deste projeto. Infelizmente, algumas não têm recursos para executar a proposta de intervenção elaborada pelo projeto.”, explica. E é aí que entra o trabalho voluntário. No caso do imóvel no bairro Cabeças, que já havia sido contemplado pelo projeto em 2013, a Defesa Civil chegou a interditá-lo devido a seu mau estado de conservação. Graças à atuação voluntária do professor e de alunos do curso de Conservação e Restauro, o imóvel encontra-se, atualmente, em condições de segurança para que a moradora não precise mais abandonar o local.

A técnica, na prática 

Os estudantes, por sua vez, contribuem com a mão-de-obra voluntariamente, sempre orientados pelo professor - o que é uma forma de colocar em prática as técnicas aprendidas em sala de aula, além do valor social da ação.

Yara Aparecida Ferreira recorda que, quando iniciou suas atividades na casa do bairro Cabeças, ainda estava aprendendo a teoria de técnicas como pau-a-pique e adobe, necessárias para a intervenção que realizaram. Com a devida orientação e com a prática realizada no local, a segurança inicial aos poucos foi dando lugar ao prazer de poder contribuir. “Ajudar uma pessoa que tem amor por sua casa é muito bom. Aprendemos muito. A parte social é muito importante. A moradora fica feliz e nós também, por poder ajudá-la. Foi uma das melhores coisas que fizemos no curso até hoje. Agradecemos o Ney pela oportunidade e confiança que depositou em nós”, destaca.

Para Alexandre Louzada, que já realiza outros trabalhos voluntários, esta também foi a primeira experiência com restauração. “Gostei tanto, que voltei ao local muitas vezes. Isso sem contar que tivemos a oportunidade de trabalhar com certos métodos e práticas, como pau-a-pique, que hoje em dia não teríamos a chance de aplicar em qualquer lugar”.

Na mídia 

O trabalho voluntário realizado por alunos e professor também foi tema de reportagem veiculada pela TV Top Cultura neste mês de setembro. Confira! 

Fonte: Comunicação - Campus Ouro Preto