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Do nível médio ao doutorado, de Norte a Sul do Brasil

110 anos da Rede Federal

Rede Federal busca promover a inclusão e o desenvolvimento de pessoas e das diversas regiões do país, com sua oferta de cursos e interiorização
publicado: 20/09/2019 13h50, última modificação: 20/09/2019 13h50

Com 661 unidades distribuídas entre 578 municípios brasileiros, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica oferta formação em todos os níveis e modalidades, desde os cursos técnicos de nível médio até o doutorado. Isso faz com que as oportunidades para qualificação e desenvolvimento cheguem a locais afastados das grandes metrópoles, de forma mais democrática e inclusiva, e ainda possibilita que as questões regionais recebam a atenção de uma comunidade acadêmica qualificada e interessada.

Um exemplo disso é Nelmício Furtado da Silva, que foi estudante do Instituto Federal Goiano  em todos os níveis de ensino: do  Técnico em Agropecuária, ao doutorado em Ciências Agrárias, no campus Rio Verde. Nelmício foi também bolsista de iniciação científica e trabalhou em projetos de pesquisa ao longo de todo esse tempo. “Só consegui permanecer no curso porque logo descobri a iniciação científica, que oferecia bolsas para trabalhar com pesquisa”, lembra, destacando que a localização do Campus também foi crucial, já que não seria possível fazer os cursos se tivesse que ir para outra região. “Essa oportunidade fez toda a diferença pra mim: as bolsas, a estrutura de laboratório e professores capacitados.”

 

Acesso e acessibilidade – A inclusão é um dos pilares que orientam a atuação da Rede. No Instituto Federal do Amazonas (Ifam), duas estudantes surdas foram responsáveis pela primeira defesa de trabalho na Língua Brasileira de Sinais (Libras) do Curso Técnico em Segurança do Trabalho do instituto. Partindo de suas próprias experiências, Gleiciane Pedrosa e Tamires Barrocas abordaram as limitações e potencialidades da acessibilidade para surdos no Ifam.

Gleiciane destaca que decidiu ingressar no curso para ajudar outros surdos, pois percebia uma ausência de informações acessíveis da área de segurança do trabalho. Tamires conta que isso foi abordado no trabalho apresentado, incluindo a necessidade de produção de mais materiais em libras e treinamento de servidores.

No IFMG

Como resultado de uma pesquisa do Campus Congonhas, foi desenvolvido um conjunto de sinais em Libras, até então inexistentes, para que os surdos possam compreender melhor as obras de Aleijadinho, em Congonhas

O trabalho contou com o envolvimento de surdos que nasceram ou vivem na cidade. Foi investigada a terminologia em Libras do setor turístico, considerando os termos mais recorrentes.  De acordo com a pesquisadora responsável pelo projeto, Milene Barbosa, tradutora e intérprete de Libras do IFMG, mesmo os surdos que conheciam os lugares históricos e turísticos da cidade não sabiam como se referir a eles em Libras. Não havia consenso de sinais específicos que favorecessem a comunicação e tampouco conheciam seu nome em português, sendo necessárias longas explicações.

 

Bambuí
Dois treinamentos realizados em fevereiro deste ano marcaram a ampliação da parceria entre o Campus Bambuí e Prefeitura, para estender a oferta da Equoterapia a mais moradores da cidade. O atendimento é gratuito e ofertado à população  no Campus, que disponibiliza a infraestrutura e os responsáveis pela preparação dos animais. O município é responsável pelos profissionais de saúde, que realizam os atendimentos.

O primeiro passo foi a capacitação para diretores, supervisores, monitores e professores de educação especial. Num segundo momento, todos os professores da rede municipal foram ao Campus e conheceram de perto como é a Equoterapia e seus benefícios para os praticantes. 

 

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